JP SIMOES & KIMI DJABATÉ

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JP Simões
Nome incontornável da música portuguesa, JP Simões edita álbuns desde 1995 com Pop Dell’Arte, Belle Chase Hotel, Quinteto Tati, a solo ou em colaboração com outros compositores.
O seu disco “Roma” foi editado em 2013 e mereceu uma longa digressão nacional e internacional e, em 2016, JP Simões lançou “Tremble Like a Flower”, sob o pseudónimo Bloom.
Já este ano, JP Simões apresentou um novo tema, “Alvoroço”, no Festival da Canção.
“Havia um carrossel na feira popular, a que chamavam a bailarina, que fazia rotações espiraladas, o que provocava nos seus utentes uma corrente de espasmos de terror que redundava em vomitório colectivo, com efeito de rega no espaço circundante. Foi a sensação que tive ao ver Jp Simões a ser filmado no festival da canção. E no entanto, que canção!
“Alvoroço” faz uma série de tangentes pela bossa nova e as canções de Chico Buarque, pela canção portuguesa, de José Mario Branco a Fernando Tordo, pelos arranjos orquestrais de Scott Walker na fase em que cantava versões de Brel, terminando com um apoteótico solo de trompete a fazer lembrar o country psicadélico dos Byrds e dos Flying Burrito Brothers. É uma espécie de viagem alucinada em tom menor à história da música pop, com o cantor em perfil hierático, de quem vê o tempo a revoltear à sua volta. Um pequeno milagre de bolso em menos de 3 minutos.”
(Rui Catalão)”

:::: Kimi Djabaté :::::

Músico e compositor, Kimi Djabaté nasceu em Tabato (Guiné-Bissau), um centro de musica tradicional mandinga, em 1975. Actualmente a residir em Lisboa, Kimi é considerado uma das ligações contemporâneas à preciosa herança da musica tradicional griot, que emerge com seus ancestrais na região Ocidental de África.
Nasceu no seio duma família pobre, mas com grande sabedoria musical. Aos três anos o balafon (xilofone africano) era o seu brinquedo, aos oito Kimi tornou-se fonte de rendimento para a família de pais griot, tocando em casamentos e baptizados, e aos dez já estudava Kora na aldeia vizinha, Sonako. Interessou-se cedo também por outros estilos musicais como a dança local gumbé, o afrobeat Nigeriano, a morna de Cabo Verde e o jazz e o blues americano.
Em 2005, já em Lisboa, lança o seu primeiro álbum a solo, Teriké. Em 2009 lança o seu segundo álbum, Karam, com selo da prestigiada editora americana Cumbancha – álbum presenteado com excelentes críticas da imprensa internacional (Billboard, Financial Times, Boston Globe, entre muitos outros), tendo também merecido posição destacada no World Music Charts Europe onde ocupou a 2a posição, em 2009. Por fim, em 2016, Kimi lançou o seu terceiro disco a solo, Kanamalu.
Kimi Djabaté apresenta-nos um reportório musical que fala sobre temas sociais, realidades políticas; o sofrimento do povo africano; a luta contra a pobreza; os direitos das mulheres e sobre o amor. O musico transporta consigo a herança milenar, de ser um griot. Nómada ao estado das sociedades de hoje, canta e aconselha a necessidade de mudança e de enaltecer os valores enraizados no amor, na amizade e na alegria, tratando-se de uma homenagem ao povo, alma e espírito de África que está no coração da musica de Kimi Djabaté.

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