Prémio de Poesia Armando da Silva Carvalho

O Prémio Literário Armando da Silva Carvalho destina-se a premiar, com periodicidade anual, uma obra de poesia, escrita em língua Portuguesa e cuja primeira edição tenha sido publicada em qualquer país da lusofonia. Pretende promover a divulgação da cultura, do nosso património literário e contribuir para a defesa e enriquecimento da língua portuguesa. Tem, ainda, como missão homenagear um poeta natural do concelho de Óbidos.

Armando da Silva Carvalho (28 de março de 1938 – 01 de junho de 2017) foi um poeta e tradutor português, nascido no Olho Marinho, no concelho de Óbidos, onde desenvolveu grande parte da sua obra, merecedora de diversos prémios.

É o autor, entre outras obras, de “A Sombra do Mar” (2017), “De Amore” (2012), “Anthero Areia e Água” (2010), “O Amante Japonês” (2009), “Elena e as Mãos dos Homens” (2006), “O Menino ao Colo” (2003), “Três Vezes Deus” e “O Homem Que Sabia a Mar” (2001), “O Cão de Deus” (1995), “Em Nome da Mãe” (1993), “Alexandre Bissexto” (1989). Reuniu a obra de poesia em “O Que Foi Passado a Limpo” (2007), e escreveu, em parceria com Maria Velho da Costa, “O Livro do Meio” (2006).

Foi advogado, jornalista, professor do ensino secundário, publicitário. Colaborou na Antologia de Poesia Universitária, em 1959, juntamente com Ruy Belo, Fiama Hasse Pais Brandão, Luiza Neto Jorge, Gastão Cruz – os autores que marcaram a literatura portuguesa da época -, e também na Quadrante, revista da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, iniciada em 1958.

Desde a década de 1960 colaborou em jornais e revistas como Diário de Lisboa, Jornal de Letras, O Diário, Poemas Livres, Colóquio-Letras, Hífen, As Escadas Não Têm Degraus, Sílex, Nova, Via Latina e Loreto 13, entre outras publicações.

Publicou, em 1965, “Lírica Consumível” , que marcou o início da sua obra poética e que lhe valeu o Prémio Revelação da antiga Sociedade Portuguesa de Autores.

Em 1969 foi incluído nas “IV Líricas Portuguesas”, antologia poética organizada por António Ramos Rosa.Está representado na generalidade das antologias de poesia portuguesa.

Na ficção escreveu, entre outras obras, “Portuguex”, publicada em 1977, “A vingança de Maria de Noronha”, em 1988, o teatro do “Auto da Branca de Neve”, representado na Culturgest, em 2007.

Recebeu ainda os prémios P.E.N. Clube Português de Poesia (1996 e 2016), Luís Miguel Nava (2000), Fernando Namora(2003), Grande Prémio de Poesia Associação Portuguesa de Escritores (APE) (2008), Grande Prémio de Literatura (2014), Prémio Autores de 2016 e Prémio Literário Fundação Inês de Castro (2016).

Contactos:
Telefone: 262 955 500
E-mail: obidosvilaliteraria@cm-obidos.pt

Vencedores do Prémio:
1.ª Edição 2020 – José Luís Barreto Guimarães

Nova edição a ser anunciada brevemente!
» Regulamento do Prémio: dre.pt/application/conteudo/116963792